Medicina Ortomolecular

A sinalização do envelhecimento.

Medicina Ortomolecular
Constantemente, as células recebem e respondem a diferentes estímulos sinalizadores, os quais serão responsáveis pelo desencadeamento dos mais variados destinos. O envelhecimento celular (ou degeneração crescente das funções da célula) é desencadeado por diferentes mecanismos e pode culminar com a morte celular acidental, também chamada de Necrose.

A morte celular também pode ocorrer de forma programada, basta que um programa genético entre em ação, determinando o momento em que a mesma irá ocorrer: este fenômeno denomina-se apoptose. 

Se este programa (de morte celular) for induzido, por ação de estímulos externos, a morte celular passa a ser induzida.
A morte celular pode ser induzida por diferentes estímulos, sendo um dos principais os agentes oxidantes: oxidação lipídica, radiação, acumulo de radicais livres, metais pesados, estresse (...).
Já a morte celular acidental é o resultado de injuria seguida de falha severa no metabolismo celular: infarto agudo do miocárdio, por exemplo.

Ao longo da vida do organismo observa-se o acumulo de alterações nas moléculas de DNA em decorrência do estresse oxidativo, resultante do metabolismo celular. Tais danos afetam o funcionamento dos genes de estruturas como membranas e de proteínas reguladoras das funções celulares.
Os danos celulares causados pela ação de radicais livres de oxigênio podem ser sobre o DNA ou sobre qualquer estrutura celular.

Aceita-se atualmente que o envelhecimento celular está pelo menos em parte diretamente associado com a atividade destrutiva dos radicais livres.

A medicina ortomolecular vem trazendo a possibilidade, através de vitaminas, minerais, aminoácidos e fitoterápicos, diminuir, amenizar, a taxa metabólica celular e, portanto, diminuindo a síntese de radicais livres e seus efeitos nocivos na saúde celular. A boa notícia: aumento da longevidade e da expectativa de vida.

Podemos entender a Medicina Ortomolecular da seguinte forma: o organismo utiliza cerca de 98% a 99% de oxigênio, que consumimos para produzir energia. A pequena parcela que sobra (1% a 2%) não participa do processo, tornando as espécies tóxicas reativas do oxigênio – os radicais livres.

Os radicais livres correspondem a átomos (ou grupos de átomos) com um elétron não emparelhado em sua orbita, mais externa sendo, portanto, muito reativos, já que para recuperar o equilíbrio precisam “doar” o elétron desemparelhado. Desta forma, combinam avidamente com as várias estruturas celulares do corpo, o que resulta na destruição e, consequentemente, enfermidades. Entre estas enfermidades estão: câncer, lúpus, artrites e doenças cardiovasculares.

A medicina ortomolecular através do uso de aminoácidos, vitaminas e minerais objetiva neutralizar os efeitos tóxicos destas espécies reativas, proporcionando uma melhor qualidade de vida.

Matéria do Jornal 247 - 03/08/2016

Dra. Márcia Umbelino é destaque na matéria sobre Medicina Ortomolecular no Esporte para o Jornal 247, publicação virtual com diversas editorias. O tratamento melhora a performance do atleta tanto amador quanto de alto rendimento. 
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